O que gostaria que eu escrevesse

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Sete Cartas a uma Jovem Sindia" I

Sindia Angelus Aeternum Domini

(Anjo eterno do Senhor)

De toda eternidade em ofício criador;
a fé em si desdobrou filamentos da virtude:
Confiança, actividade, amor, vigor;
e em sua honra os deuses refletem
sempre em essência profunda

Até onde o ouvido e o olhar alcançam,
isso já não importa quando és quem se tornou
que me conduz a teu 'spírito
em seu sorriso resplandecente
qualque ato se perde na imensidade.



Ouço gritos e minha mente não para de girar...como posso olhar para o céu e não toca-lo,as vezes tudo o que eu preciso e fechar os olhos e imaginar que tudo está bem,novamente...quando um momento como esse surge em nossas vidas não vejo possibilidade de agarra-lo e tê-lo intensamente porém descubri um novo atalho para surpreender você...um fluxo constante permeia meus pensamentos e tudo mais se faz cinzas...você está me ouvindo ? ainda respira o desejo que nos uniu...



Vale de Strangfeldt

Como encontrei você no turbilhão do tempo/espaço como redirecionei meus desejos e como eles até você chegaram ?...quantas perguntas precisamos para saciar nossa racionalidade extravagante...estou precisando de um outro caminho talvez o desconhecido...quanto mais eu corri menos cheguei quanto menos cheguei mais corri e no fim estive sempre no mesmo algure...percebi que minha mente é quem estava dando voltas enquanto meus pés se enraizavam no chão...como uma arvoré...como um arvoré e seus frutos tão altos que eu mesmo não pode alcançar.. me perdi no vale do Strangfeldt um lugar onde só meus olhos poderam percorrer,,,tentei sentir algo incomum...e tudo o que tentei fez sentido por um instante.


Continue assim,quero absorver seu sorriso e me lembrar da sua face entre milhões enquanto estiver fora de suas remembrança...quero sentir apenas a intensidade de seu sorriso mesmo que ele venha banhado da mais pesada tristeza...estou subindo uma escada,talvez esse seja o quarto degrau antes do fim.


No infinito e com pés na eternidade
a jovem caminhou perante o abismo desconhecido

Seus desejos intensos e densos
suas vontades ora cegas a guiaram de volta a si mesma

Quantos passos foram dados antes de chegar ão cume divino
o celeste e etéreo sublime ocultado pelos deuses


Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, perco as forças
E, inda perjuro, provo que és um bem supremo

Então, ao me perder, tens toda a glória.
estive em um vale sombrio quanto tudo era verdade soberana

Deixei todas as 7 cartas
7 chaves a uma jovem
a uma jovem imersa em um universo construído por deuses olimpicos

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